Desastre Serrano
Fonte de vida, fonte de morte.
Sacia a sede, implora o ar.
As famílias choram. O mundo ri.
O barro cede, chupa, irriga, desaba.
Molha-se o rosto, tudo vira torpe.
Culpa é turva, quem vai pagar?
Os homens diluem. A história sorrir.
O líquido à terra, escorre, lava, escava.
A fonte deságua, firmamento cospe!
Inimigos inocentes. A arma faz implorar.
As lembranças surgem, fato a repetir...
O dilúvio arrasta, arranca, desmata, mata.
Ariam Cavalcante - 20 Março/2013