Certos encontros da vida
Complicadamente difícil. Gostaria de ser como o beija-flor, na sua facilidade de abordar a flor e sugar seu precioso material. Mas minha natureza é outra. Mistura de ansiedade com segurança. Meu coração é mais lento e meu alvo é mais inteligente. Porém, no final, essa mesma minha natureza me sustenta. Vejo, aprecio, penso e vejo novamente. Minha percepção fica mais aguçada e persisto nos meus verbos. A expressão permanece enigmática.
Insisto. Sou retribuído de forma rápida porém ainda duvidosa. Um duro jogo inicial! Como ganhar facilmente? Não sei, ou sei, mas qual o interesse da pressa.
Continuo. Alerta, porém aparentemente calmo. Não me abalo pela demora. Sou fervoroso. Meus gestos são suaves, minha face pouco se transforma, quase sério.
Suponho. O movimento é decisivo. Então vejo, não é muito clara, mas é lisa e meus instintos me faz agir.
Ando. Os olhos paralisados, constantes, recaídos e objetivos. O mais reto possível me aproximo e algo sinto. É intenso, sensação de força e poder. O controle.
Mantenho. Minha chegada foi interessante e sou bem recebido. A apresentação é calma e pouco fria. O calor me chega ao rosto, mas ainda, obstante meu objetivo está mais próximo.
Toco. O aroma é atraente. Paciência é fundamental, é necessária. O tempo para e só o mundo em questão existe.
Arrisco. Mais perto, o suficiente para uma possível reação negativa, porém demonstro controle e isso me ajuda.
Encaro. mais próximo ainda. Me sinto mais quente e não sou o único.
Faço. A troca é inevitável e o prazer é indescritível. O encontro. Minha confiança ganha mais terreno e meu objetivo é alcançado.
Seduzo. A tensão é minimizada, mas cumpro meu dever primário. Logo reflito e novos objetivos são novamente traçados.
Vivo. A cada passo uma nova emoção. Intensamente exploro e sou explorado.
Ariam Cavalcante - 29 Julho/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário