Entretanto, saudade, decepção e fé
Longos dias e horas e minutos e, porque não
dizer, segundos. Uma aparente infinita espera que a maior distração não possa
submeter. Mesmo assim, durmo. Acordo. É a certeza de que o firmamento se move
assim como tudo se envelhece.
Entretanto, o momento surge e meu órgão mais
vital parece explodir de demasiado sentimento. Entretanto, a expressão parece
desconfortável, minguada por sorrisos educativos na forma do social.
Entretanto, não me deixo abater. Faço o cortejo e sou o amável e mais prestativo
de sempre. Sou retribuído com aventuras da via real e o clima se torna mais sugestivo.
Entretanto, assim que me calo, logo a Transilvânia reina. Um mórbido e
sonolento ambiente. Vislumbro o frio tempero do ar, um frio imaginário, pois
minha pátria é muito tropical. De qualquer forma; o mundo vai me caindo.
Entretanto, recomeço com meu persistido entusiasmo e arrisco um toque, não há
reação. Reflito um pouco, ainda no toque, e calculo que o cansaço é forte e
penso na saída... Entretanto, sou um homem de fé inestimável! O toque que
precisava a dias não foi desfeito, não por mim. Um movimento e logo me separo.
Como um ser refugiado me encosto devagar. Espero. Nada. Meus pensamentos vagam
por tristes azulados terrenos...
De momento desisto. Ponho-me de pé e sigo
para outro ambiente, procuro algum fazer e me calo. Vou de lá pra cá e daqui
pra lá. Percebo que o tempo de espera não acabou e logo uma forte emoção me
toma. Como todo machista escondo a vergonha e percebo que não há como
esconde-la de mim. Enclausuro-me como antes e
sofro decepcionado. Entretanto, como antes, agora e sempre, fui, sou e serei
sempre um homem teimoso na fé. Sigo fervoroso e, entretanto, a decepção, apesar
de forte não é o suficiente.
Ariam
Cavalcante - 01 agosto/2011
Gostaria de destacar algo. Quando digo que sou machista, refiro-me ao lado "mais fraco"; descrevo que sou "somente" homem e não, de fato, um machista no sentido amplo da palavra e seus derivados.
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